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Sound Checking Rex The Dog

Submitted by djcarolcampos on 30/01/2010 – 21:372 Comments

CIMG1304_2Sexta-feira, 29 de janeiro, 19h e lá fui eu assistir a passagem de som do Live do Rex The Dog no Hot Hot. Primeiro chegaram as televisões, e já fiquei super animada sabendo que ia ter, além da música, as imagens bacanas pelas quais ele também é conhecido.

Jake Williams chegou as 20h e foi direto montar os seus equipamentos. Fiquei esperando por uma oportunidade pra lhe fazer umas perguntinhas. Mas primeiro ele me perguntou: a entrevista é em video? Não. Ah, ok. Tímido, não gosta de ser filmado, como vocês podem ver no video que fiz na passagem de som (hehehe).

A oportunidade chegou primeiro quanto tiveram que buscar um benjamim, mas ele tinha outras idéias:

- vou mandar um twitt! (tirando uma foto da iluminação do clube.)

aliás: www.twitter.com/rexthedog1980

O benjamim chegou e ele foi fazer a passagem de som. Fiquei animadíssima: a noite prometia demais.
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Mais um momento de espera e levei meu single em vinil do seu primeiro lançamento “Prototype” pra ele autografar. Momentinho tiete: ativar! Ele ficou super feliz, levei uma caneta esferográfica, mas negou: fuçou na mochila e tirou 2 canetas, uma preta e uma vermelha e começou a desenhar, no verso da capa, o cachorrinho Rex. Com a vermelha fez a coleira. E depois um balão com: “Hello Carol!” Muita emoção, confiram:
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Mais uns minutos finais de acerto com as imagens das TVs e tive a chance de sentar com Jake e fazer a entrevista (mais como um bate-papo)

Carol: Afinal o nome “Rex The Dog” veio da onde? Foi realmente dos quadrinhos dos anos 50 “Rex The Wonder Dog”?

Jake: Não!! Rex é o meu cachorro. Não sei de onde surgiu essa história. Nunca vi esses quadrinhos! E tem outras histórias mirabolantes sobre a origem do nome que também não sei da onde tiraram.

C: Puxa, então ele é real! E é igual ao desenho, da mesma raça?

J: Sim, é branquinho, mas não tem as pintinhas pretas. É uma mistura de English Bull Terrier com Staffordshire Bull Terrier. Ele mora agora com os meus pais.

C: Quais são as suas expectativas para a noite?

J: Muitas! É minha primeira vez na américa do sul, então minhas expectativas estão bem altas.

C: Pode deixar que o público de São Paulo é bem legal e animado! Daqui você toca em Cuiabá e depois?

J: Eu volto para São Paulo e fico 2 dias.

C: Pra fazer turismo? Tem algum lugar que queira ir?

J: Quero conhecer o Hotel Unique, já me falaram muito dele. Até o taxista me falou!

C: É lindo mesmo e depois?

J: Depois volto pra casa e no próximo fim de semana vou tocar na Lituânia (falando com uma cara de cansado)

C: Você gotsaria de ficar mais em casa?

J: É, tenho que terminar um remix.

C: Qual?

J: Pra uma banda sueca chamada ‘The Sound of Arrows’, a música se chama ‘Into the Clouds’ e é muito legal! Só espero que eles se lembrem que eu estou fazendo esse remix, porque estou demorando muto pra terminar.

C: E as produções? Algum novo release.

J: Não por agora, nem tenho alguma previsão. Ás vezes passo uma semana inteira trabalhando em uma track e depois jogo tudo fora se não gosto do resultado. Sou bem chato com as minhas produções, tudo que lancei até hoje são tracks das quais gosto muito mesmo.

C: E essa coisa da arte, os desenhos, capas, videos? É o seu hobby enquanto a música é o trabalho? Como funciona?

J: São ambos prazeres. Fiz faculdade de arte e sempre gostei de animações e graficos em geral. Adoro os quadrinhos do Tin Tin, são uma grande inspiração.

C: O Tin Tin tem um cachorro…

J: Sim! Outros quadrinhos que amo são o Calvin e Haroldo. Adoro a relação entre os 2. Tem tudo a ver com a relação dos meus personagem: o homem e o cachorro. O humano é meio estúpido, mas sabe o que o animal quer dizer. Realmente amo Calvin e Haroldo. Estou aprendendo espanhol e compro os Calvins para aprender. Aliás, sacanagem vocês brasileiros não falarem espanhol! Primeira vez que venho para américa latina e não posso falar o que aprendi!

A Festa:

Muita atecipação da minha parte para o Live do Rex The Dog. Sempre curti muito o som dele e estava animadíssima. O público do Hot Hot estava ótimo. E por ótimo não me refiro somente à lotação da casa. Mas à atitude: pessoas realmente dançando na pista, educadas, animadas e sorridentes. Como tem que ser. O live começou na hora (3h) e é divertido ver com o Jake entra no personagem, de óculos escuros e super animado, bem diferente do cara tímido da passagem de som. O live foi totalmente excelente.

Os 30 minutos iniciais foram bombásticos, vários hits e “hands in the air”. Depois ele ficou um pouco mais conceito, mas sem perder o pique. Na finaleira a bombação voltou com tudo. Ele tocou uma versão totalmente desconstruída de seu remix mais conhecido: Girls do Prodigy. Bem diferente mas igualmente empolgante. Já estava pra terminar e avisaram: toca mais uma. Pra que! Tocou uma versão mais barulehta e rock de Beastie Boys ‘You gotta fight for the right to party’ que levantou a pista dum jeito que fazia tempo que não via nada igual. Inesquecível. Que volte logo com o seu cachorrinho.

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